segunda-feira, 29 de novembro de 2010
II CONCIFI - Eletromiografia
No dia 06 de novembro de 2010, durante a programação científica do II CONCIFI, houve uma palestra com o tema: “Eletromiografia: instrumentação e aplicações para a área de saúde”, ministrada por Aílton Luiz Dias Siqueira Júnior, Mestre em Engenharia Biomédica e Professor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) - Campus Ituiutaba (MG). Em sua fala, ele explicou que a eletromiografia é uma técnica capaz de mensurar, através de um sinal, a atividade elétrica de um músculo. Além disso, o professor mostrou como se deve analisar esse sinal por meio de técnicas básicas de processamento, como a retificação do sinal, o RMS, o espectro de freqüência, entre outras. Após sua explanação, nós do AtuaFisio fomos conversar um pouco com o palestrante e saber a opinião dele, como engenheiro biomédico, a respeito da importância da eletromiografia na prática clínica da fisioterapia e se ele acha necessário o aumento do número de estudos nessa área. Confira no vídeo abaixo as suas respostas:
sábado, 6 de novembro de 2010
Na noite de quinta-feira, 04 de Novembro de 2010, foi realizada, no auditório da reitoria da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, em João Pessoa, PB, a abertura do II Congresso Científico de Fisioterapia (CONCIFI). Estavam presentes grandes nomes da Fisioterapia paraibana e Terapia Ocupacional, dos quais alguns deles apresentavam-se compondo a mesa, a citar: Luziana Maranhão, presidenta do CREFITO 1; Iara Lucena, delegada do CREFITO 1; o segundo chefe de departamento de Fisioterapia da UFPB, o Prof. Dr. José Jamacy de Almeida Ferreira; Profa. Dra. Kátia Suely Q.S. Ribeiro, coordenadora do curso de Fisioterapia da UFPB; o coordenador do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Prof. Dr. Daílton Alencar Lucas de Lacerda; a presidenta do II CONCIFI Profa. Dra. Palloma Rodrigues de Andrade, além do reitor da UFPB Rômulo Soares Polaco que declarou oficialmente aberto o II CONCIFFI.
A Conferência de abertura foi ministrada pelo Prof. Dr. Jamilson Simões Brasileiro (FT/UFRN) e teve como tema, “A Fisioterapia da pesquisa à prática clínica: convergências e divergências”. O conferencista falou a respeito da importância da realização de pesquisas pelos profissionais e estudantes da área, além da constante renovação do saber na busca de estarem sempre atualizados para a construção de uma fisioterapia que visa proporcionar sempre o melhor para o paciente.
A noite foi comemorada com um coquetel, servido pelo congresso a todos os presentes, além da apresentação ao vivo do músico Vandix mostrou um ótimo repertorio e alegrou a comemoração. Logo em seguida, os congressistas seguiram para o bar La Espanhola onde ao som de forró pé de serra concluíram a noite.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A FISIOTERAPIA ONCONFUNCIONAL NA REABILITAÇÃO DO CÂNCER NO BRASIL
Por: Aline Ferreira de Araújo Jerônimo
A estimativa para este ano de 2010 no Brasil é de 489.270 novos casos de câncer, válidos também para o ano de 2011. Esse é um problema que crescerá ainda mais nas próximas décadas, ressaltando que 60% de todos os novos casos ocorrerão nos países menos desenvolvidos.
O percentual de óbitos por câncer é muito alto e está diretamente relacionado a fatores de risco cancerígenos. Os atuais padrões de vida adotados em relação ao trabalho, alimentação, e consumo em geral expõem os indivíduos a fatores ambientais mais agressivos, relacionados a agentes químicos, físicos e biológicos resultantes de um processo de industrialização cada vez mais evoluído.
Os efeitos colaterais do tratamento do câncer dependem em grande parte do tipo e da extensão do tratamento. Além dos efeitos biológicos, como a perda cinético-funcional, o paciente oncológico sofre com os efeitos psicológicos e sociais. A fisioterapia oncofuncional irá atuar exatamente com o objetivo de preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico.
Se opondo a conceitos antigos de que a maior preocupação era a sobrevivência do paciente oncológico, o foco atualmente é a qualidade de vida que o mesmo terá durante e após o tratamento. A Fisioterapia é um dos procedimentos que estão sendo adotados para garantir essa qualidade de vida, e pode ser utilizada em todos os tipos de câncer desde que o estado do paciente possibilite a intervenção fisioterapêutica, visto que em casos de metástase avançada a fisioterapia é contra-indicada.
Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados destacamos: a drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresenta, exercícios respiratórios para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e retirada de secreções, reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar com o intuito de facilitar o deslocamento e readaptação ocupacional, caso haja necessidade.
A Fisioterapia oncofuncional é uma área que a cada dia necessita mais ser evidenciada e pesquisada, visto que, o aumento do número de casos de câncer traz consigo todas as complicações de uma disfunção física, psicológica e social.
REFERÊNCIAS:
INCA. INSTITUTO NACIONAL DE CANCER. Estimativas de Câncer no Brasil. Disponível em .
BERGMANN, A. Perspectivas da Fisioterapia Onco-Funcional no Brasil Assistência, Ensino e Pesquisa. Instituto Nacional de Câncer: Coordenação de Educação, 2008.
INCA. INSTITUTO NACIONAL DE CANCER. Fisiopatologia do Câncer, 2006.
CAMARGO, M. C.; MARX, A. G. Reabilitação física no câncer de mama. 1ª ed. São Paulo: Roca, 2000.
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