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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

II CONCIFI - Eletromiografia

No dia 06 de novembro de 2010, durante a programação científica do II CONCIFI, houve uma palestra com o tema: “Eletromiografia: instrumentação e aplicações para a área de saúde”, ministrada por Aílton Luiz Dias Siqueira Júnior, Mestre em Engenharia Biomédica e Professor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) - Campus Ituiutaba (MG). Em sua fala, ele explicou que a eletromiografia é uma técnica capaz de mensurar, através de um sinal, a atividade elétrica de um músculo. Além disso, o professor mostrou como se deve analisar esse sinal por meio de técnicas básicas de processamento, como a retificação do sinal, o RMS, o espectro de freqüência, entre outras. Após sua explanação, nós do AtuaFisio fomos conversar um pouco com o palestrante e saber a opinião dele, como engenheiro biomédico, a respeito da importância da eletromiografia na prática clínica da fisioterapia e se ele acha necessário o aumento do número de estudos nessa área. Confira no vídeo abaixo as suas respostas: video

sábado, 6 de novembro de 2010

Na noite de quinta-feira, 04 de Novembro de 2010, foi realizada, no auditório da reitoria da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, em João Pessoa, PB, a  abertura do II Congresso Científico de Fisioterapia (CONCIFI). Estavam presentes grandes nomes da Fisioterapia paraibana e Terapia Ocupacional, dos quais alguns deles apresentavam-se compondo a mesa, a citar: Luziana Maranhão, presidenta do CREFITO 1; Iara Lucena, delegada do CREFITO 1; o segundo chefe de departamento de Fisioterapia da UFPB, o Prof. Dr. José Jamacy de Almeida Ferreira; Profa. Dra. Kátia Suely Q.S. Ribeiro, coordenadora do curso de Fisioterapia da UFPB; o coordenador do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Prof. Dr. Daílton Alencar Lucas de Lacerda; a presidenta do II CONCIFI Profa. Dra. Palloma Rodrigues de Andrade, além do reitor da UFPB Rômulo Soares Polaco que declarou oficialmente aberto o II CONCIFFI. 

A Conferência de abertura foi ministrada pelo Prof. Dr. Jamilson Simões Brasileiro (FT/UFRN) e teve como tema, “A Fisioterapia da pesquisa à prática clínica: convergências e divergências”. O conferencista falou a respeito da importância da realização de pesquisas pelos profissionais e estudantes da área, além da constante renovação do saber na busca de estarem sempre atualizados para a construção de uma fisioterapia que visa proporcionar sempre o melhor para o paciente.
A noite foi comemorada com um coquetel, servido pelo congresso a todos os presentes, além da apresentação ao vivo do músico Vandix mostrou um ótimo repertorio e alegrou a comemoração. Logo em seguida, os congressistas seguiram para o bar La Espanhola onde ao som de forró pé de serra concluíram a noite.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A FISIOTERAPIA ONCONFUNCIONAL NA REABILITAÇÃO DO CÂNCER NO BRASIL

Por: Aline Ferreira de Araújo Jerônimo

A estimativa para este ano de 2010 no Brasil é de 489.270 novos casos de câncer, válidos também para o ano de 2011. Esse é um problema que crescerá ainda mais nas próximas décadas, ressaltando que 60% de todos os novos casos ocorrerão nos países menos desenvolvidos.
O percentual de óbitos por câncer é muito alto e está diretamente relacionado a fatores de risco cancerígenos. Os atuais padrões de vida adotados em relação ao trabalho, alimentação, e consumo em geral expõem os indivíduos a fatores ambientais mais agressivos, relacionados a agentes químicos, físicos e biológicos resultantes de um processo de industrialização cada vez mais evoluído.
Os efeitos colaterais do tratamento do câncer dependem em grande parte do tipo e da extensão do tratamento. Além dos efeitos biológicos, como a perda cinético-funcional, o paciente oncológico sofre com os efeitos psicológicos e sociais. A fisioterapia oncofuncional irá atuar exatamente com o objetivo de preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico.
Se opondo a conceitos antigos de que a maior preocupação era a sobrevivência do paciente oncológico, o foco atualmente é a qualidade de vida que o mesmo terá durante e após o tratamento. A Fisioterapia é um dos procedimentos que estão sendo adotados para garantir essa qualidade de vida, e pode ser utilizada em todos os tipos de câncer desde que o estado do paciente possibilite a intervenção fisioterapêutica, visto que em casos de metástase avançada a fisioterapia é contra-indicada.
Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados destacamos: a drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresenta, exercícios respiratórios para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e retirada de secreções, reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar com o intuito de facilitar o deslocamento e readaptação ocupacional, caso haja necessidade.
A Fisioterapia oncofuncional é uma área que a cada dia necessita mais ser evidenciada e pesquisada, visto que, o aumento do número de casos de câncer traz consigo todas as complicações de uma disfunção física, psicológica e social.

REFERÊNCIAS:
INCA. INSTITUTO NACIONAL DE CANCER. Estimativas de Câncer no Brasil. Disponível em .
BERGMANN, A. Perspectivas da Fisioterapia Onco-Funcional no Brasil Assistência, Ensino e Pesquisa. Instituto Nacional de Câncer: Coordenação de Educação, 2008.
INCA. INSTITUTO NACIONAL DE CANCER. Fisiopatologia do Câncer, 2006.
CAMARGO, M. C.; MARX, A. G. Reabilitação física no câncer de mama. 1ª ed. São Paulo: Roca, 2000.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ser Aprendiz

       Escolher protocolos de avaliação ou tratamento, realizar reabilitações, nada disso é tão importante quando não se tem a reciprocidade da aprendizagem, quando não consegue-se enchergar e dá valor as pequenas coisas da vida, quando não consegue extrair de um sorriso o verdadeiro sentimento de um paciente que voltou a realizar uma tarefa na qual ele nunca imaginava poder faze-la novamente.
        Ser fisioterapeuta é ser aprendiz, é olhar com os olhos do mundo a verdadeira essência da vida, é ser feliz na felicidade do paciente, é sentir-se bem ao abrir uma nova porta, mostrar um novo caminho a ser trilhado, dá oportunidade a quem nao imagina ser capaz de nada.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Prazo Adiado!!

        O II ConCiFi informa que devido a grande procura o prazo de submissão de trabalhos foi adiado para o dia 15 de Setembro (Quarta feira).
        Também é importante chamar atenção ao valor de inscrição que permanece R$140,00 até o dia 25 de setembro com 50% de desconto para estudante de graduação e 25% de desconto para estudante de pós graduação.
        O AtuaFisio lembra a todos da importância deste Congresso Cientifico para nossa região e refazemos o convite. Participem, não percam a oportuidade de divulgar a Fisioterapia e influenciar no seu crescimento cientifico.

Mais informações no site: http://www.concifiufpb.com.br/2010/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

RPG- Reeducação Postural Global

Você sente dor ao adotar certas posições? Quando está sentado, ou até mesmo em pé e não encontra uma posição de conforto? Você sente dores no pescoço durante e após o trabalho, ou quando chega da aula? Cansaço generalizado ao final do dia? Se você respondeu sim a maioria dessas perguntas, você está com sintomas de SÍNDROME POSTURAL e esta pode levar ainda a problemas dentários, dores de cabeça, edema e formigamento nas mão e nos pés, alterações respiratórias, acúmulo de gordura localizada, dentre outros.
No entanto, existe um método de tratamento original e revolucionário que tem como principal objetivo a correção de problemas posturais e quadros de dor, o RPG. Esse método de Reeducação Postural Global foi criado pelo fisioterapeuta francês Phillipe Souchard, em 1980.
A técnica considera sistemas musculares e esqueléticos como um todo e procura tratar de forma individualizada, músculos que são de estruturas diferentes (músculos dinâmicos e estáticos). A musculatura posterior ou estática está sempre contraída para a manutenção da postura e pronta para entrar em ação. É como um carro em ponto morto: ele não está em movimento, mas está ligado e pode começar a andar em qualquer momento. Já os músculos dinâmicos que são responsáveis pelo movimento ativo entram em estado de relaxamento quando não estão sendo usados. Os músculos estáticos em estado patológico se retraem ou encurtam, manifestando-se pelo aparecimento dos desvios posturais.
Os desvios posturais podem ter inúmeras causas como: maus hábitos posturais ou profissionais, alterações congênitas ou adquiridas, fatores emocionais. Mas seja qual for a causa, o desvio será fixado pela retração das estruturas relacionadas aos músculos estáticos, que são agrupados em um conjunto comumente chamado de cadeias musculares as quais devem ser trabalhadas em coordenação, alongados em globalidade. Podemos pensar em nosso corpo como um quebra cabeças, em que, se uma peça está fora do lugar, todo o conjunto se desequilibra. Assim quando alguma parte do corpo dói ou está muito tensa, todo o conjunto reage para compensar e algumas peças acabam se contraindo, curvando, entortando. As principais cadeias musculares são a cadeia mestra anterior e a mestra posterior. Existem, entretanto, outras cadeias, como a ântero-interna do braço, superior do ombro, lateral do quadril, etc. Todas estas cadeias podem ser exercitadas durante as posturas de RPG.


Cadeia mestra posterior Cadeia mestra anterior
Como o nome já indica, a principal característica do RPG é cuidar do paciente de forma integral, diferentemente da fisioterapia tradicional, que tem a atenção voltada apenas à queixa imediata do paciente, como uma dor aguda, por exemplo.

ALGUNS BENEFÍCIOS DO RPG
1) O RPG é famoso por tratar os casos de hérnia de disco, quando as estruturas com função amortecedora entre as vértebras saem do lugar;
2) Lordose, escoliose e cifose também podem ser resolvidas ao longo de algumas sessões de RPG;
3) A reeducação corrige desvios nos joelhos e nas articulações, em geral;
4) Não cura, mas ajuda muito quem tem artrite, fibromialgia, dores de cabeça e lesões causadas pelo esporte;
5) O método não trata apenas só onde dói, mas sim o corpo todo, da cabeça aos pés;
6) O tratamento alonga e fortalece os músculos que estão fora de forma;
7) Melhora sua imagem corporal.


PORQUE FAZER RPG?

A grande maioria dos problemas articulares é devida a alterações posturais. A correria e o stress do dia-a-dia favorecem o aparecimento de quadros de dor e aquelas pessoas que apresentam problemas posturais têm maior tendência a desenvolverem dores musculares, ligamentares, articulares e discais. O corpo pode adaptar-se, então, posições antálgicas (para "escapar" da dor), que podem levar a outras lesões adicionais. Em posição ereta é possível verificar o resultado das retracões dos músculos da estática através das alterações posturais. Os músculos estáticos são indispensáveis à manutenção da postura ereta e estão em constante atividades e, portanto têm grande tendência ao encurtamento e rigidez e devem ser alongados.
Abaixo segue um link de vídeos que detalham o RPG
http://www.youtube.com/watch?v=dstFbZMMweE

REFERENCIAS:
Sociedade Brasileira de RPG http://www.sbrpg.com.br/sbrpg_menu.asp
Pedro C. Castro pedroccastro@ig.com.br
http://www.soscoluna.com.br/11.html

sábado, 4 de setembro de 2010

Condromalácia Patelar


Você sente ou conhece alguém que sinta uma dor difusa, sutil e latejante no joelho? Localizada nas regiões medial, lateral, retropatelar ou peripatelar? Essa dor se agrava quando você realiza atividades como subir e descer escadas, se agachar, ficar sentado por um tempo prolongado e caminhar em lugares inclinados? Se sim, você pode ser portador de uma patologia conhecida como Condromalácia patelar ou síndrome da dor anterior do joelho. Mas não se assuste com o nome, pois de acordo com Mantovani et al. (2007), a síndrome da dor patelofemoral é definida como uma das afecções mais comuns encaminhadas à clínica médica e desportiva e 70% da dor que é apresentada no joelho pelos clientes é proveniente de um mau funcionamento da articulação fêmuro-patelar, segundo as estatísticas nesta área (ROSA FILHO, et al, 2009).
Você já imaginou que essa dor pode ter iniciado devido a um problema postural ou uma entorse no tornozelo por inversão, por exemplo? Pois é, além dessas, os traumas e microtraumas (danos causados por muitas repetições), variações anatômicas, aumento do ângulo Q, fraqueza muscular, entre outras, fazem parte das principais causas de condromalácia (ROSA FILHO, et al, 2009).
Para entendermos como acontece a patologia vamos falar um pouco da mecânica do joelho. Na verdade, o joelho não é composto por uma única articulação, e sim por três, a tibiofemoral, patelofemoral e tibiofibular superior. Assim, podemos dizer que essas estruturas formam um complexo de articulações, ou seja, o complexo do joelho. A patela é um osso sesamóide que faz a intercessão entre o quadríceps femoral e a tíbia, permitindo assim, a realização da extensão do joelho. Ela serve para aumentar a distância entre a articulação e o ponto onde a força muscular é aplicada (inserção do quadríceps), ou seja, aumenta o braço de força do sistema de alavanca, o que diminui o esforço muscular para a realização do movimento. Por isso ela é considerada um “Pulley Anatômico”. Durante o movimento de extensão do joelho, a patela vai ser tracionada superiormente pelo tendão do quadríceps, e em contra partida, inferiormente pelo tendão patelar. A resultante destas duas forças provoca um deslocamento diferente da patela, trazendo-a de encontro com a fossa intercondiliana do fêmur, aumentando o contato fêmuro-patelar. Isto é fisiológico, natural, principalmente entre 50º e 65º, quando ocorre a nutrição da cartilagem retropatelar, pelo líquido sinovial (efeito esponja) (ROSA FILHO, et al, 2009).
A Síndrome da dor patelofemural se resume a um aumento desse contato entre as superfícies ósseas da petela e do fêmur, onde um osso fica raspando no outro. Dessa forma, essa raspagem causa muita dor e pode acarretar em degeneração da cartilagem. Dependendo da causa, sua fisiopatologia pode ser explicada de diferentes formas. Se por algum motivo você tiver um problema postural e nele apresentar uma retificação da lordose lombar, provavelmente sua pelve se encontrará em retroversão. Assim, o músculo reto femoral, que está inserido na EIAS, será tracionado para cima e puxará com ele a patela, aumentando o contato dela com o fêmur acima do normal. Essa retroversão pélvica também é frquentemente encontrada devido a um encurtamento dos músculos isquiáticos. Isso pode acontecer com os dois ossos ilíacos ou só com um. Nesse caso será encontrada uma torção pélvica posterior ou anterior, no caso de encurtamento exagerado do reto femoral.
De acordo com ROSA FILHO (2009), no mecanismo de entorse por inversão, o tálus se desloca anteriormente, tencionando o ligamento talo-fibular anterior, que por sua vez, vai tencionar a fíbula antero-inferiormente e como conseqüência, a fíbula vai descer, e tracionar o bíceps femoral, que se insere distalmente na cabeça da mesma. Com isso, o bíceps que é um músculo isquiático, bloqueará a pelve em torção posterior, acontecendo da mesma forma como foi explicado anteriormente.
Qualquer problema no joelho acarretará numa hipotrofia dos músculos fásicos. Com essa fraqueza, a patela perderá sua estabilidade dinâmica e ficará instável, ou seja, susceptível a luxações.
Para avaliação e tratamento, sugerimos que se analisem os desníveis das EIAS e da sínfise púbica e verifique se está acontecendo por encurtamento dos isquiáticos ou do reto femoral. Se for pelo primeiro, devem-se fazer alongamentos para a cadeia posterior, e se for pelo segundo, alongamentos para a cadeia anterior. Isso sem esquecer dos recursos eletrofototermicoterápicos para alívio da dor e fortalecimento de quadríceps para melhorar a estabilidade da patela.

Referências
ROSA FILHO, Blair José, Disfunções fêmuro-patelares por retrações musculares. Fisioweb. Disponível em: ttp://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/femoro_patelar.htm> Acesso em: 15 jun. 2009

MANTOVANI, Juliane. Análise da prevalência de dor patelofemoral em acadêmicos do curso de educação física. 2007. 7f. Artigo: Rev. Bras.
Fisioter., v. 7, n. 1, 2003, p. 1-8.

THOMPSON, David. Avaliação de pacientes com dor patelo-femoral. Terapia manual. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2009

domingo, 29 de agosto de 2010

Pulseiras Bioquânticas - Verdade ou Mito?

        Quem não ouviu falar nas Pulseiras Bioquânticas? Sucesso no último ano em congressos, feiras, entre os famosos e na publicidade mundial, estas pulseiras possuem dois hologramas com um mineral chamado mylar contendo informação quântica que, quando em contato com a fonte de energia (o nosso corpo), provoca, de imediato uma harmonização de energia que proporciona o re-equilíbrio da carga de campo das células eletromagnéticas.
        Segundo um dos fabricantes a pulseira foi criada por uma cientista da NASA e fundamenta-se nos princípios básicos da teoria da física quântica, onde matéria é energia e que a energia forma e cria a matéria. Portanto, basta alterar a energia que logo se vê modificações físicas. O homem é composto por diferentes tipos de energias: mecânica (química, térmica e sonora), eletromagnética (elétrica, magnética e luminosa) e quântica, sendo este um excelente conversor de energia, só não tem consciência disto.
        Então basta entrar em contato com o corpo que o efeito é imediato. Os fabricantes prometem o aumento instantâneo do equilíbrio, da flexibilidade, da força, da concentração e do bem-estar, além depromover maior consciência e calma, maior o foco mental, ampliação da resistência e vitalidade, habilidade para lidar com stress e forma mais eficiente, aumento da energia física e desempenho, redução do Jet-lag de doenças e de movimentos, maior qualidade de vida global; grande imunidade natural contras os efeitos negativos gerados por telefones celulares, computadores e outros eletrônicos modernos, diminuição do acúmulo de ácido láctico no músculo, causando uma recuperação mais rápida e menos dor. Mas os resultados variam de pessoa para pessoa.
        Esses braceletes começaram a ser utilizados por atletas, com ícones do esporte como o do jogador de basquete Shaquille O’Neal, do jogador de futebol Cristiano Ronaldo ou mesmo do piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello, e logo, artistas foram fotografados com estas tiras de silicone adornadas com holograma como os atores Cauã Reymond, Alexandre Nero, Marcelo Antony, Marcelo Faria e Carol castro, virando uma “febre” no mundo todo.
        Porém, no ultimo dia 27 (sexta-feira), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISAsuspendeu a publicidade das pulseiras bioquânticas. A pulseira original americana da marca Power Balance e a genérica brasileira da marca Life Extreme estão sendo investigadas e deverão ser processadas por publicidade irregular, segundo Ana Paula Massera, gerente de fiscalização de propaganda da Anvisa. E informou que pode proibir o comércio das pulseiras no país.
        O que nos chama atenção não é somente a publicidade irregular, mas sim, a falta de argumentos científicos que comprovam a sua eficácia. Apesar das constantes referências a ‘hologramas quânticos’ e ‘campos energéticos’, o professor de Física da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais, alerta para o fato de estes termos serem “uma confusão de palavras que, embora isoladas, possam, em alguns casos, fazer sentido, no seu conjunto não fazem sentido nenhum”. “O termo ‘energia quântica’ não significa nada. Só existem quatro formas de energia ligadas às quatro forças fundamentais que se conhecem: a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear forte e a nuclear fraca. Na teoria quântica – que nos permite entender os constituintes fundamentais da matéria – podem entrar os três últimos tipos de força, mas nada disto tem a ver com pulseiras”. Como tal, “do ponto de vista da Física não há nenhuma razão para acreditar nos efeitos”, adianta outro especialista. Um estudo da Universidade Politécnica de Madrid concluiu: “as pulseiras Power-Balance não apresentam nenhum efeito sobre o equilíbrio”.
        Vanderli de Assis, que afirma ter criado o modelo brasileiro e se apresenta como professor de física da Universidade Federal de Minas Gerais (não há registro dele na universidade), diz que o holograma, formado por camadas de magnésio, alumínio, ferro e silício, “emite uma freqüência que gera estabilidade no campo eletromagnético do ser humano”. Assim, o corpo não seria afetado por freqüências externas como ondas de equipamentos eletrônicos, daí o maior equilíbrio do usuário, assim melhorando principalmente o desempenho nas atividades desportivas, embora saibamos que esta só pode ser melhorada com bons treinos, acompanhamento médico, alimentação adequada e bom estilo de vida, e que não há fórmulas milagrosas.
        Os seus sites são recheados de depoimentos de usuários relatando a sua experiência com o produto, mas estes podem ser explicados pelo efeito placebo. Por não esquecer a grande influência da mente sobre o nosso corpo reforçada pela convergência social de idéias sobre o artigo milagroso.
        Sabemos que essas pulseiras não fazem mal algum ao nosso corpo, mas não sabemos se realmente cumpre o que promete. Muitas pesquisas e testes científicos devem ser realizados antes de lançar um produto no mercado, mas com relação a este produto não encontramos. Por isso é sempre bom ter cuidado em pesquisar e informar-se sobre um produto antes de adquiri-lo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

II CONCIFI

        Em seu início, a Fisioterapia baseava-se em métodos empíricos para determinar avaliações e tratamentos. Trabalhava, então, de acordo com observações dos fatos e dessa forma apresentava pouca ou nenhuma credibilidade, tanto para a sociedade quanto para o meio acadêmico e científico, pelo fato de não poder ser explicada de forma quantitativa.
        Logo se fez necessário adquirir tal credibilidade com os determinados grupos sociais e  dessa forma aderir aos metódos científicos para quantificar e explicar determinadas reações.
       Ainda hoje, a Fisioterapia compreende uma quantidade pequena de literaturas em algumas aréas de sua atuação e foi com este objetivo que O Congresso Cientifico de Fisioterapia foi iniciado: "Estimular e promover a divulgação do conhecimento tecnológico e científico da Fisioterapia no Brasil".  
       Em 2009 o ConCiFi foi realizado em João Pessoa, na Universidade Federal da Paraíba e demonstrou está muito bem preparado para disceminar o conhecimento científico da Fisioterapia atual. Cerca de 400 congressistas de toda região compareceram ao evento que apresentou um alto teor de conhecimento, maior prova é que 110 trabalhos foram aprovados e apresentados (em formato de Painel ou apresentação Oral) durante o encontro, além da presença de profissionais de renome na região para ministrar as palestras e mesas redondas. O congresso teve aceitação dos participantes como podemos ver no depoimento a seguir: "O Congresso foi excelente... Por experiência, eu recomendo é um evento muito bem organizado e aproveitem eles tem muito o que oferecer" (Aline Ferreira).
video

        Este ano o ConCiFi apresenta sua segunda edição e devido a apresentação do ano passado promete ser melhor e mais completo. Ele será realizado nos dias 05, 06 e 07 de Novembro tendo o dia 04 para a realização dos mini-cursos. As inscrições estão sendo feitas pelo site (Clique aqui) mediante o pagamento do devido valor:


Inscrições

01 de Julho a 15 de Agosto : R$ 120,00*

16 de Agosto a 25 de Setembro : R$ 140,00*

26 de Setembro a 04 de Novembro : R$ 160,00*
* 50% de desconto para estudante de graduação
* 25% de desconto para estudante de pós-graduação



 O envio de trabalhos ja se iniciaram e o prazo de envio se encerra no dia  
10 de setembro de 2010(Clique aqui!)
  

 PARTICIPEM!! 
MAIS UMA OPORTUNIDADE
DE VOCÊ APROFUNDAR SEU CONHECIMENTO
E DIVULGAR A EFICIÊNCIA DA
FISIOTERAPIA!

       Mais informações no site: www.concifiufpb.com.br/2010




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PUBALGIA

        Muitos atletas, desportistas, praticantes de futebol, corrida de longa distância entre outros, sentem aquela dor incômoda na região próxima à sínfise púbica, causada por sobrecarga, overuse, trauma direto ou algum golpe produzindo inflamação e dor. Estamos falando da PUBALGIA ou osteíte púbica. Importante realizar diagnóstico diferencial para averiguar possibilidade de fraturas do ramo inferior do púbis (fratura por estresse ou por avulsão) ou estiramento da musculatura interna da coxa na região da virilha.
        Para entendermos o mecanismo de lesão, devemos compreender a anatomia da região. O osso Ilíaco (popularmente conhecido como bacia) é composto por três partes: Íleo, Ísquio e o Púbis. O púbis é local de inserção dos músculos adutores e são eles, principalmente, além do reto anterior do abdômen que são envolvidos com a pubalgia. Os músculos desta região, especialmente seus tendões, ficam inflamados devido ao estresse repetitivo na região da sínfise púbica.
        Para diferenciar PUBALGIA de OSTEÍTE PÚBICA, devemos considerar o primeiro como sendo dor e inflamação das estruturas ao redor da sínfise púbica, como os tendões dos adutores e do reto abdominal, por exemplo. Em relação a osteíte púbica, o paciente refere dor, especificamente, sobre a região da sínfise púbica, sendo causada pelo estresse mecânico da mesma, podendo haver desnivelamento na sínfise (direita, esquerda).
        Os sintomas, geralmente, se assemelham aos de um estiramento muscular, e o atleta pode referir dor durante a corrida, os exercícios abdominais e os agachamentos. Além destes, o atleta/desportista pode sentir dor na região abdominal inferior, irradiando para região interna da coxa. Movimento de passada lateral, cabeceio, flexão quadril e do tronco podem ser dolorosos. A dor piora com o exercício, esforço ou com certas posturas, podendo ser sentida ainda ao subir escadas ou no impulso do quadril para frente. A dor pode ainda irradiar para o períneo, testículos e pode causar lombalgia quando associada a uma lesão da sacroilíaca. A dor e a hipersensibilidade podem ser reproduzidas por pressão ou estiramento da sínfise púbica, ocorrendo também sobre os tendões do adutor longo e do reto do abdômen.
        O diagnóstico é clínico, sendo confirmado por radiografia da pelve, para se observar instabilidade da sínfise púbica (alturas diferentes) em mais de 2mm, além de ressonância nuclear magnética para se observar as partes moles.

TRATAMENTO
• Repouso, Crioterapia (gelo), uso de antiinflamatórios orais e medidas da eletrotermofoterapia para minimizar a dor e acelerar a recuperação;
• Saindo da fase aguda, pode-se introduzir compressas de água quente sobre a região, promovendo vasodilatação e acelerando a liberação de encefalinas que podem ser benéfícas na diminuição da dor e no relaxamento da musculatura adjacente;
• Assim que a dor diminuir, iniciar com os exercícios de alongamento (sem dor), para os adutores (região interna da coxa);
• Desde que não causem dor, os exercícios de fortalecimento abdominal e da região lombar;
• Exercícios de fortalecimento dos adutores, abdutores, flexores e extensores do quadril;
• Exercícios de estabilização do tronco e da coluna vertebral;
• Exercícios no leg press e os semi-agachamentos, tensionando a musculatura glútea, a virilha, o abdômen e a região lombar. Esta técnica ajuda a controlar movimentação excessiva na sínfise púbica;
• Os exercícios de propriocepção(giroplano, balancinho, mini-tramp) e os funcionais específicos do esporte (giros, deslocamentos, mudanças de direção), desde que não haja dor, bem como, os exercícios pliométricos (saltos).
RETORNO ÀS ATIVIDADES
• Em casos mais brandos, o atleta/desportista, perderá 3 a 5 dias;
• Em casos mais graves, repouso e tratamento de 3 semanas a 3 meses, podendo demorar até 6 meses. Neste caso, não deverá retornar até ser capaz de realizar os exercícios pliométricos(saltos e deslocamentos);
• Se o tratamento conservador não for eficaz, deve-se considerar o tratamento cirúrgico.

BIBLIOGRAFIA
• CORRIGAN, B E MAITLAND, G.D. Prática Clínica Ortopedia e Reumatologia: Diagnóstico e Tratamento. Ed. Premier, São Paulo, 2000;
• PRENTICE, W. E. Técnicas de Reabilitação em Medicina Desportiva. 3ª ed. São Paulo, Manole, 2002

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Strain Couterstrain


Strain counterstrain (SCS) é uma técnica osteopática usado por osteopatas e terapeutas manual para o alívio da dor e disfunção músculo-esqueléticas associadas e de origem neuromuscular.

Foi descoberta e desenvolvida pelo Osteopata Lawrence Jones em 1964 na tentativa de aliviar a dor de um paciente com queixa de lombalgia intensa. Este já havia tentado vários tratamentos com diversos profissionais e não conseguia aliviar essa dor que lhe impedia de manter a postura ereta. Quando relatou que se conseguisse ao menos dormir, seria bom para ele, então Dr. Jones procurou a posição de maior conforto para que o seu paciente pudesse dormir, e ao levantar-se, este conseguia ficar em pé normalmente e a dor havia aliviado. Depois o Dr. Jones fez vários testes com a técnica e dedicou vários anos da sua vida ao estudo da posição de maior conforto para cada músculos.

A liberação posicional (Positional release terapy – PRT), como também é conhecida, consiste em um procedimento posicional passivo que coloca o corpo em uma posição de maior conforto, aliviando a dor pela parada da atividade proprioceptiva inadequada, reduzindo a irritabilidade do ponto sensível e normalizando os tecidos associados à disfunção.

A associação entre pontos sensíveis miofasciais e a disfunção musculo-esqueletica deve-se ao sedentarismo e a repetição ocupacional. Um número pequeno de músculos tende a ser utilizado em excesso, enquanto os demais tornam-se hipotrofiados, reduzindo sua capacidade de tolerar cargas ou tensões (D’Ambrogio e Roth5 2001).

A hipótese de a TLP apresentar resultados satisfatórios na redução da tensão sobre as ligações cruzadas colagenosas (sistema miofascial), parece ser proveniente da ruptura das ligações eletroquímicas e uma reconversão ao estado coloidal. Outras hipóteses seriam a alteração da condição da matriz fascial; equilíbrio de tensão do organismo ou uma redução dos estresses biomecânicos anormais com a estimulação dos receptores da dor. Portanto, a TLP parece ser capaz de aliviar a tensão tanto no nível neuromuscular como fascial (D’Ambrogio e Roth5 2001).

Segundo Irwin Korr (1975), o sistema gama pode facilitar descaras exageradas dos neurônios aferentes produzindo espasmo muscular reflexo o que fixa a articulação em uma determinada posição. Criando um ciclo dor- espasmo - dor. A aproximação da origem e inserção dos músculos, seja de forma ativa ou passiva, é capaz de diminuir ou até mesmo silenciar a descarga fusal.

Por tanto, os Fisioterapeutas e Osteopatas utilizam com frequencia esse recurso na busca de eliminar os sintomas e diminuir o numero de atendimentos e pois, alem de tentar remodelar os componentes do corpo, reduzem o estresse da estrutura no sistema melhorando a qualidade de vida dos pacientes

A técnica

A técnica inicia-se pela palpação local a procura dos pontos sensíveis (Tender Points), ao localizá-los coloca o segmento corporal numa maior posição de conforto, os tender points localizados anteriormente no segmento são mais aliviados em postura de flexão e os posteriores em postura de extensão. Deve-se tratar primeiramente a região de maior acumulo de tender point, e nesta localizar primeiro o central para tratá-lo.

Em pacientes ortopédicos mantém na posição de conforto por 90 segundos e os neurológicos por 3 minutos ou até perceber fenômeno de liberação miofascial (calor, tremor e vibração) e retorna a posição inicial lentamente.

Indicações e contra-indicações

O PRT é indicado para qualquer fase do tratamento, para qualquer idade em lesões ortopédicas, neurológicas e esportivas, quando se tem uma dor, associada a um espasmo muscular. Já que os principais objetivos da técnica é diminuir a dor e reduzir a tensão do tecido, além de proporcionar aumento da micro circulação, diminuição do micro edema local e da hipomobilidade articular. Devendo ser evitado em casos de fraturas ou processos de cicatrização, tumores malignos, feridas abertas e hematomas, artrite reumatóide severa e hipersensibilidade extrema ao toque.

Referências Bibliográficas

· Castro, FM; Gomes, RCV; Salomão, JR; Abdon, APV. A efetividade da terapia de liberação posicional (TLP) em pacientes portadores de disfunção temporomandibular. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, 2006 jan-abr; 18(1)67-74.

· COLLINS, Cristiana Kahl; HELLMAN, Madeleine. A study on the effectiveness of strain couterstrain on the treatment of chronic ankle instability resulting from a lateral ankle sprain. Nova Southeastern University, 2010. Disponível em: http://gradworks.umi.com/33/97/3397940.html. Acesso em: 16 de Agosto de 2010.

· D’AMBROGIO, Kerry J.; ROTH, George B. Terapia de liberação posicional (PRT): avaliação e tratamento da disfunção músculoesquelética. São Paulo: Manole, 2001.

· HUTCHINSON, James R. An investigation into the efficacy of straincounterstrain technique to produce immediate changes in pressure pain thresholds in symptomatic subjects. Disponível em: http://unitec.researchbank.ac.nz/bitstream/handle/10652/1355/fulltext.pdf?sequence=1. Acesso em: 16 e Agosto de 2010.

· Korr, I. (1975). Proprioceptors and somatic dysfunction. J Am Osteopath Assoc, 74(7), 638-650.

· MORAES, Márcio Ferreira de. Terapia manual na dor miofascial. Disponível em: http://www.viaempresa.com.br/ve00208/tm_na_dor_miofascial.htm. Acesso em: 16 de gosto de 2010.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

DOR MIOFASCIAL

Histórico e definição

Em 1943 FRORIEP descreveu a existência de áreas dolorosas e tensas sobre os músculos e em 1898, STRAUSS relatou que nenhum estudo anatômico obteve sucesso em documentar a presença de um depósito de tecido conjuntivo que viria a explicar os "cordões" tensos e palpáveis encontrados nos músculos. Em 1931, LANGE descreveu detalhadamente a distribuição, origem e patologia do que mais tarde, em 1959, foi denominado por STEIDER como ponto-gatilho, um dos componentes desta síndrome. (TEIXEIRA, 1995).

Em 1939, o conceito de dor referida, começa a surgir através das observações clínicas de KELLGREN, que encontrou áreas dolorosas distantes dos pontos sensíveis. Outros autores, GUTSTEIN e KELLY, conceituaram e descreveram os pontos gatilho, a reação do paciente à palpação e a dor referida (PULLEN, 1992a).


Conceito


A síndrome dolorosa miofascial é definida como uma disfunção neuromuscular regional que tem como característica a presença de regiões sensíveis em bandas musculares contraturadas/tensas que produzem dor referida em áreas distantes ou adjacentes. Esta dor miofascial pode se originar em um único músculo ou pode envolver vários músculos, gerando padrões complexos e variáveis de dor (WOLENS, 1998).

Etiologia

Vários fatores são precipitantes: traumas (macro e micro traumas), infecção ou inflamação devido a uma patologia de base, alterações biomecânicas apendiculares (discrepância de membros, aumento acentuado dos seios) e axiais posturais, distensões crônicas, esfriamento de músculos fatigados, miosite aguda, isquemia visceral (ZOHN, 1988). Outras causas incluem: lesões localizadas de músculos, ligamentos, cápsulas articulares, doenças viscerais, desequilíbrios endócrinos, exposição prolongada ao frio, deficiência de vitaminas C, complexo B, estrógeno, K+ e Ca+ , anemia, baixa taxa metabólica, hipotireoidismo, creatinúria, estress emocional, tensão fadiga, inflamação, deficiência muscular (MANNHEIMER E LAMPE, 1984; FISHER, 1986). Estes fatores não corrigidos, podem perpetuar a dor miofascial (ZOHN, 1988).

Componentes da Sindrome Miofascial

A síndrome miofascial tem componentes essenciais: ponto-gatilho, espasmo muscular segmentar, dor referida e o envolvimento de partes moles.

SIMONS (1990) apud MUSSE (1995) estabeleceu cinco componentes que podem ser usados como critério diagnóstico:

1. Queixa de dor regional
2. Queixa dolorosa ou alteração sensorial na distribuição de dor referida esperada
3. Banda muscular tensa palpável
4. Ponto dolorido na banda muscular
5. Restrição de alguns graus de amplitude de movimento (ADM)

Há três critérios menores:

1. Reprodução de queixa durante pressão no ponto
2. Contração durante inserção de agulha ou palpação transversal do ponto na banda
3. Alívio da dor pelo estiramento do músculo.


Pontos-gatilho


As zonas de pontos-gatilhos foram primeiramente descritas em 1936 com a reprodução de dor referida para ombro e braço por pressão na área superior da escápula. Travel relata estudos sobre estes pontos desde 1942.

O ponto gatilho é um lugar irritável, localizado em uma estrutura de tecido mole, mais freqüentemente no músculo, caracterizado por baixa resistência e pela alta sensibilidade em relação a outras áreas (FISHER, 1995a). Quando se estimula esse ponto por 30 segundos com uma pressão moderada, surge uma dor referida.


Um ponto gatilho é dito ativo quando é um foco de hiperirritabilidade sintomática no músculo ou fáscia com padrão de dor referida (dor espontânea ou ao movimento, diminuição da ADM, diminuição de força, dor à palpação e bandas tensas). O ponto em forma latente não causa dor, mas pode tornar-se ativo por qualquer evento (trauma, estresse), gerando a dor referida.

Fisiopatologia do ponto-gatilho

Há várias teorias: liberação de Ca +2, Inflamação neurogênica, abertura das comportas, desfacilitação do fuso, modificação no SNC, reflexos viscerossomáticos e somatoviscerais e dor referida e Sinais de SNA e memória.

Das teorias referidas a mais aceita é a liberação de Ca +2 e afirma que os pontos ativos podem ser iniciados por um trauma que localmente abre o retículo sarcoplasmático, liberando Ca +2. Este Ca +2 combina-se com o ATP para continuamente ativar os mecanismos locais de contração, gerando deslizamento e interação de actina e miosina com encurtamento do feixe muscular afetado. Isto causa uma contratura local (banda tensa), ou seja, a ativação de miofilamentos sem atividade elétrica e controle neurogênico. Esta atividade gera alto gasto energético e colapso da microcirculação local. O consumo energético sob condições de isquemia leva à depleção de ATP o que impede a recaptação do Ca +2 pelo retículo - ciclo vicioso autosustentado (Musse, 1995)





Professora Amélia Pasqual Marques
(Centro Fisioterápico Dr. Marcos Paulo Machado)

terça-feira, 27 de julho de 2010

BAROPODOMETRIA

No decorrer dos anos, as Ciências da Saúde vêm aprimorando o seu tratamento e oferecendo às pessoas uma maior garantia de cura. Um dos principais fatores que contribuem para essa gradativa ascendência é o aperfeiçoamento da sua avaliação e conseqüentemente do seu diagnóstico, que no caso da fisioterapia, é o cinético funcional. A tecnologia tem importante atuação nesse processo, pois é através dela que surgiram e ainda surgem aparelhos especializados capazes de quantificar dados, o que oferece maior confiabilidade na visualização de resultados, tornando as pesquisas e o tratamento oferecido mais confiáveis.

Podemos citar alguns exemplos de aparelhos que desempenham esse papel: o esfigmomamômetro, o qual mensura a pressão arterial, o goniômetro, indica a angulação das articulações, o algômetro, quantifica a dor, entre outros.

A baropodometria é uma técnica posturográfica de registro realizada através de um aparelho chamado baropodômetro, composto por uma plataforma, onde o paciente fica em posição ortostática por um determinado tempo. Essa plataforma possui “células” bastante sensíveis e capazes de captar pressão. Esses dados são enviados em direção ao software (computador), onde aparecerá a imagem dos pés. Funciona como um scanner de um computador. Além da plataforma, existe uma esteira onde se avalia a marcha, bem como palmilhas especializadas que se coloca nos pés. Todos exercem a mesma função.

O baropodômetro (baro = pressão; podo = pé; metro = medida) pode realizar tanto a avaliação estática quanto a dinâmica. A primeira nos informa acerca da distribuição do peso do corpo do paciente nos pés, bem como o local onde apresenta maior e menor pressão. Isso pode nos dar uma idéia da postura que essa pessoa está adotando e da variação do seu centro de gravidade. Pode-se analisar também a área de contato dos pés com o solo, bem como a estabilometria, que se refere à oscilação que realizamos mesmo quando estamos parados na busca de manter o equilíbrio. Na avaliação dinâmica também podemos observar como se desenvolve a marcha dessa pessoa, a distribuição de peso e a variação do centro de gravidade durante a passada.

Essas são apenas algumas das funções que o baropodômetro é capaz de realizar. Com uma gama de dados em mãos, o tratamento será mais direcionado e terá maior possibilidade de se tornar eficaz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

MOBILIZAÇÃO ARTICULAR

Com o objetivo de dar uma continuidade ao tema anterior, essa postagem se refere ao tratamento de desequilíbrios que aconteçam no espaço intra-articular.

Para que seja realizado um movimento fisiológico ou osteocinemático (flexão e extensão, por exemplo), é necessário que haja movimentos acessórios ou artrocinemáticos, ou seja, movimentos que acontecem dentro da própria articulação. Estes podem ser de deslizamento, de rolamento e de giro. As estruturas articulares como a cartilagem hialina e o líquido sinovial atuam permitindo a realização desses movimentos através da diminuição de uma eventual força de atrito entre as superfícies ósseas, além de nutrir e oxigenar a articulação.

As principais características do mau funcionamento desse sistema são dores e hipomobilidade. Isso pode acontecer devido a um mecanismo de defesa muscular, derrame articular (inflamação), contraturas ou aderências nas cápsulas articulares ou ligamentos de suporte, desalinhamento e subluxação das superfícies ósseas.

A mobilização articular é uma técnica manual que visa restaurar o movimento artrocinemático de deslizamento e “alongar” o tecido conjuntivo envolto que possua contraturas ou aderências, combatendo assim, a hipomobilidade. Essa técnica consiste na realização de movimentos articulares oscilatórios que respeitem os graus propostos por Maitland e na posição articular que possua menor contato entre as superfícies ósseas (Loose-Pakcer). A mobilização estimula a produção do líquido sinovial e relaxa a musculatura através da inibição autógena realizada pelos Órgãos Tendinosos de Golgi, além de ativar os mecanorreceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nociceptivos ao nível da medula espinhal ou tronco encefálico.

As principais indicações para o tratamento com a mobilização articular são: dores, espasmos musculares, hipomobilidade, artrose, etc. As contra-indicações são: hipermobilidade, derrame articular, inflamação (artrite), câncer, fraturas não consolidadas, pós-operatório, etc.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PROCESSO DE MANUTENÇÃO ARTICULAR


Levando em consideração que todo movimento realizado pelo homem só é possível pela existência de uma interface articular, faz-se necessário um estudo sobre a mesma para compreendermos alguns processos que ocorrem na manutenção dessa interface.

A articulação é a junção móvel entre dois ossos, entretanto, ela depende de uma força motora para realizar o movimento – os músculos (para o movimento ativo) ou uma força externa (para um movimento passivo). Esse sistema é composto por elementos que o torna resistente à variações de movimento e pressões, são eles: membrana sinovial, líquido sinovial, cápsula articular, cartilagem sinovial e ligamentos.


Membrana Sinovial: Responsável pela produção do Líquido sinovial;

Líquido Sinovial: Auxilia na lubrificação das articulações para reduzir o atrito durante o movimento;

Capsula articular: Tecido conjuntivo fibroso que contém ligamentos, juntos determinam a amplitude articular.

Cartilagem Articular ou Hialina: Fina camada na extremidade dos ossos de movimento livre, apresenta baixo atrito para articulação de um osso com o outro, espalha a pressão articular numa área mais ampla, ou seja capaz de absorver e suportar mais pressão.



Qualquer desequilíbrio nesses elementos articulares desencadeia um desgaste ósseo de maneira que dificulta e diminui amplitude de movimento, além de provocar crepitações gerando dor.

Existem vários métodos de tratamento desses desequilibrios, mas a maioria está voltada para a promoção de movimento, a mobilidade, de acordo com o grau suportado por cada paciente.

Os movimentos da articulação, seja ativo ou passivo, e as pressões exercidas sobre ela mantém o líquido sinovial em constante movimento no espaço intra-articular facilitando uma reabsorção e nutrição do mesmo e da cartilagem articular.

Sendo assim, longos períodos de imobilização interrompem o fluxo livre do fluido sinovial podendo levar a degeneração da cartilagem hialina. E por isso que, hoje, médicos e fisioterapeutas procuram diminuir o tempo de imobilização de um paciente, para evitar problemas futuros.




FRITZ, Sandy. Terapias pelo Movimento. 1ª Edição, Editora Manole. São Paulo, 2002.

REBELATTO, José Rubens. Fisioterapia Geriátrica. 2ª Edição, Editora Manole. São Paulo, 2007.